. Título: Atômica - A Cidade Mais Fria | . Título Original: Atomic Blonde: The Coldest City | . Autor: Antony Johnston | . Ilustrador: Sam Hart | . Editora: Dakside Books | . Selo: Darkside Graphic Novel | . Tradução: Érico Assis | . Literatura Estrangeira - Inglesa | . Ano: 2017 | . 176 páginas | . 4★
Olá pessoal!
Com clima de espionagem, Atômica - A Cidade Mais Fria é uma graphic novel que deu origem ao filme Atômica, onde Charlize Theron interpreta a espiã Lorraine Broughton. Logo de cara, vou confessando que conheci a história através do filme quando foi estreado nos cinemas em 2017, mas tinha muita vontade de conferir a versão em quadrinhos escrita por Antony Johnston, ilustrada por Sam Hart e publicada pela Darkside Books. Antes tarde do que nunca, consegui saciar minha curiosidade e mesmo não tendo aquele ritmo eletrizante que contém no filme, a leitura de Atômica: A Cidade Mais Fria também conquistou meu coração como o filme e proporcionou uma leitura bem interessante.
Resumidamente, Atômica: A Cidade Mais Fria se passa em Berlim em 1989, no período de alguns dias antes da queda do muro que simbolizou o fim da Guerra Fria. De maneira bem direta, o Muro de Berlim foi uma barreira física construída pela Alemanha Oriental em 1961 com o propósito de impedir que a população da Alemanha Oriental continuasse fugindo para Berlim Ocidental que na ocasião tinha o regime capitalista. Lorraine Broughton, que pertencia o Serviço Secreto de Inteligência inglês M16, recebeu a missão de ir para Berlim para resgatar uma lista com todos os nomes e os cargos de todos os agentes que há muito tempo atuavam no país. Essa lista estava sendo negociada entre o agente Britânico James Gascoine e o Luneta, entretanto James foi assassinado e com a ajuda de David Percival, Lorraine acaba envolvendo numa conspiração de espiões incluindo mercenários que atendem pelo nome de homens de gelo e agentes duplos.
Contando sua versão da história durante um interrogatório, Atômica: A Cidade Mais Fria é intercalada entre os fatos ocorridos em flashbacks do passado no momento que Lorraine estava em Berlim tentando recuperar a lista perdida e no presente, com Lorraine sendo interrogada pelo seus superiores. Lorraine é uma personagem corajosa, objetiva e bastante fria na maneira de cumprir sua missão. Ela conseguiu impor de forma inteligente num universo perigoso, por que não podia confiar em ninguém e praticamente dominado pelos homens durante os anos 80 em Berlim. Entretanto, eu senti um pouco de falta de ação na graphic novel durante a leitura, porque o filme é eletrizante, com algumas reviravoltas. Então decide colocar na mente que a história em quadrinho oferece ao leitor, uma história de espionagem enquanto o filme tenta contar a história de maneira direta e cheia de ação, com isso a leitura de Atômica tornou-se rápida.
Além da arte focalizar nas cores preto e branco, algumas dessas artes não contém diálogos. O leitor terá que prestar bastante atenção nas ações dos personagens em cada quadrinho desenhado para interpretar as ações dos personagens. Alguns trechos durante a história contêm diálogos em alemão ou expressões em russo e francês, no entanto a HQ é composta de traduções para melhor compreensão da trama. Entre o filme e a HQ de Atômica contém algumas diferenças, uma delas é a personagem Delphine Lassalle interpretada pela Sofia Boutella, que trabalha na agência de inteligência francesa no filme. Na versão literária de Atômica, existe o agente francês Pierre Lasalle e toda aquela sexualidade que possui entre Lorraine e Delphine está apenas no filme. Enfim, o foco é falar mais sobre a HQ e acho bacana o leitor ter as duas experiências, tanto na graphic novel quanto o filme, para experimentar as duas versões da mesma história.
No geral, Atômica: A Cidade Mais Fria é uma HQ com uma boa história, tendo várias qualidades. Nessa altura do campeonato, acho que vários leitores que gostam de histórias de espionagem já assistiu Atômica, contudo caso ainda não leu a graphic novel e ficou com vontade de lê-la, tenha em mente que é uma história mais calma do que apresentada no filme. Mas recomendo que leia e descubra a história original de Atômica. Seja antes ou depois de ter visto ao filme, Atômica: A Cidade Mais fria é, sem dúvida nenhuma, uma HQ quase impecável, com ambientação bem trabalhada e um ótimo clima de espionagem em sua essência.
Todas as resenhas sobre Atômica
Antony Johnston é o premiado escritor de revistas em quadrinhos, graphic novels, videogames e livros. Já frequentou a lista de mais vendidos do New York Times com títulos que incluem Wasteland, Demolidor, Dead Space, Julius e Frightening Curves. Também já adaptou livros do famoso romancista Anthony Horowitz, colaborou com a lenda dos quadrinhos Alan Moore em Neonomicon e Fashion Beast e reinventou Wolverine, o renomado personagem da Marvel Comics, para sua versão mangá. Suas obras já foram traduzidas para vários idiomas e tiveram seus direitos vendidos para o cinema. Ele mora e trabalha na Inglaterra. Saiba mais em antonyjohnston.com.
Sam Hart nasceu no Reino Unido e mora no Brasil. Trabalha com ilustrações para jornais e revistas, além de fazer storyboards para o mercado publicitário. Curte ficção histórica e mitos. Entre seus créditos como artista de quadrinhos estão Tropas Estelares, Juiz Dredd, Robin Hood: a Lenda de um Foragido e Excalibur: A Lenda do Rei Artur.
Beijos e até a próxima!


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