. Título: Carrie – A Estranha | . Título Original: Carrie | . Direção: David Carson | . Roteiro: Bryan Fuller  | . Baseado no livro: Carrie – A Estranha de Stephen King | . Ano: 2002 | . Duração: 2h 12min | . 3★

 

   Olá pessoal!

   A refilmagem de Carrie: A Estranha feita especialmente para TV em 2002, tentou se diferenciar do original de Carrie 1976, trazendo uma roupagem mais atualizada na ocasião. Não há nada de errado em recontar a mesma história para novos públicos, certo? Contudo, eu acho que ela precisa ter elementos atraentes que possa superar a filmagem original e infelizmente Carrie de 2002 não conseguiu essa proeza da mesma maneira que A Maldição de Carrie.

   Na versão de 2002... O filme começa com Sue Snell (Kandyse McClure) sendo interrogada pelo detetive John Mulcahey (David Keith) na delegacia, onde John está tentando reconstituir todos os acontecimentos do massacre no baile do colégio. Dessa maneira, a história volta para alguns dias antes do baile, seguindo quase a mesma premissa. No colégio, as alunas estão na aula de educação física tendo uma partida de beisebol e quando Carrie White (Angela Bettis) teve sua primeira menstruação e Tina Blake (Katharine Isabelle) viu Carrie apavorada e chamou as outras garotas para zombarem de Carrie.

   Depois que foi dispensada, Carrie foi até seu armário no colégio e novamente foi humilhada quando encontrou vários absorventes dentro do seu armário que caíram no chão fazendo com que todos os alunos do colégio rissem dela. A professora Rita Desjardin (Rena Sofer) ficou encarregada de dar uma detenção as garotas envolvidas na humilhação de Carrie e Chris Hargensen (Emilie de Ravin) recusou o castigo pela Desjardin e acabou sendo impedida de ir ao baile. Arrependida pelos acontecimentos com Carrie e com aproximação do baile, Sue resolveu pedir ao namorado Tommy Ross (Tobias Mehler) para convidar Carrie ao baile. Mesmo não gostando da ideia, Tommy aceitou levar Carrie ao baile para deixar Sue satisfeita. Entretanto Chris decide que vai vingar-se de Carrie e com ajuda do namorado Billy Nolan (Jesse Cadotte), eles decidem humilhar no baile.

   Desenvolvido como um piloto para uma série, a versão de 2002, apresentou um final totalmente diferente de Carrie na versão de 1976 e principalmente a versão original do livro. Não nego que a versão de 2002 contém alguns acontecimentos que aproximou da versão literária, apresentou uma Carrie mais vingativa onde destruiu a cidade com seus poderes da telecinesia, mas confesso que ver um final totalmente diferente foi bastante estranho. Carrie continua extremamente intimida, deslocada e sofrendo maus-tratos pela mãe, Margareth White (Patricia Clarkson). A interpretação da Patricia Clarkson foi na direção oposta da Piper Laurie, sendo uma Margareth friamente calma, mas não deixou de ser aquela personagem fervorosa ao fanatismo religioso.  

  As personagens, Chris Hargensen e a Sue Snell, nessa versão são mais fracas. Enquanto Sue conversava com o detetive John, não mostrou estar abalada de ter perdido o namorado. Relatava os acontecimentos com bastante atrevimento e autoconfiante. A Chris demonstrou ser aquela jovem mimada e um pouco medrosa. Diferente da Chris do livro e particularmente, não gostei das escolhas que fizeram para Tommy Ross, que parece que estava entediado com muita preguiça de interpretar seu papel e Billy Nolan com cara de psicótico do que delinquente. Entretanto a Angela Bettis interpretou Carrie de forma convincente.   

  Os poderes de Carrie de 2002 estão mais exagerados e agressivos em comparação aos poderes de Carrie de 1976. Também apresentou uma diferença entre as duas Carries. A Carrie interpretada pela Sissy Spacek consegue lembrar de todos os acontecimentos, a Carrie da Angela Bettis é mostrada como uma pessoa que entrou em transe no momento que sofreu a humilhação provocada pela Chris e pelo Billy. Destruiu a cidade e principalmente o colégio totalmente em transe e retomou a consciência dentro da banheira em casa. A partir daí, o desfecho dessa versão proporcionou um final diferente, mas sendo sincera, ainda bem que não levaram a ideia de transformar Carrie em série a diante.

   Enfim assisti Carrie de  2002 para saciar minha curiosidade, encontrei apenas uma cena que realmente considerei nova, que não contém na primeira adaptação e apesar de gostar da interpretação da Angela Bettis como Carrie White, ainda prefiro o clássico de 1976.

 

Todas as resenhas de Carrie: A Estranha 

 

   Beijos e até a próxima!